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Você deve se preocupar com a classificação da OMS sobre o vício em games?

Saiba como observar o comportamento que você tem em relação aos games

Falar sobre esse tema no Brasil é um desafio. Após a definição da Organização Mundial de Saúde à respeito da classificação do vício em games como uma psicopatologia a mídia aberta (nada especializada), como as emissoras de TV e outros canais de grande circulação, não perderam a oportunidade de criar inúmeras reportagens abordando o tema e aproveitando a deixa para chamar atenção dos gamers, pais e responsáveis sobre o assunto. Mas quando falamos de mídia não especializada e que torna uma resolução em uma notícia na televisão em questão de minutos, infelizmente cabe à nós, telespectadores, gamers, pais, educadores e influenciadores, ir mais a fundo e entender a resolução da OMS e as preocupações que devemos ter em relação a isso.

A classificação da OMS sobre o vício em games

A inclusão do comportamento de vício em games na 11ª Classificação Internacional de Doenças não é errada. Ela se refere ao comportamento compulsivo, “falta de controle de frequência, intensidade e duração do tempo de jogatina“. Qualquer comportamento compulsivo deve ser observado. Mas não podemos julgar simplesmente pelo tempo que a pessoa passa na frente do videogame. É necessário observar o por quê primeiro, quais eram os comportamentos anteriores e o que está acontecendo na vida de quem escolheu jogar videogame por horas à fio. Não podemos classificar um cyberatleta, que treina 8 horas por dia, como um viciado, por exemplo. E também não podemos classificar igualmente uma pessoa comum que joga quatro horas por dia. Simplesmente o tempo jogado não classifica vício, ou compulsão, ou distúrbio. Confira a notícia da Nexo que aponta sobre essa classificação.

Quando você deve observar se os games estão sendo um problema na sua vida?

Uma resposta curta e grossa é: quando você não sente mais prazer jogando, mas continua. Independente do tempo jogado.

Se você está jogando e se culpa por jogar (por qualquer razão, como o fato de que deveria estar fazendo outra coisa), ou não sente o mínimo de prazer nisso, ou se envolve a ponto do estresse com o jogo ser maior que o prazer proporcionado pelo mesmo, você deve observar. Lembre que o estresse com o jogo pode surgir de várias fontes, ok? Cabe apenas ao jogador classificar qual dessas fontes está realmente te fazendo mal, e se está.

O distúrbio com games é um distúrbio como outro qualquer: uma válvula de escape acionada (muitas vezes inconscientemente) por um gatilho mental que nos coloca em situação de estresse, desconforto ou ansiedade. A compulsão por games é como uma compulsão por álcool, alimentos, cigarro, drogas, masturbação, chocolate, uso compulsivo do celular e mais uma lista infinitas de coisas que podemos recorrer para fugir de uma realidade.

A OMS classificar o distúrbio em games não é algo específico, é apenas uma adição à uma lista de cuidados que devemos sim ter, e com o avanço da tecnologia, profissionais da saúde devem sim estar atentos sobre isso. Se você está jogando games mais do que você gosta de admitir e se sente mal com isso, se sente culpado, talvez valha a pena observar mais o comportamento. Se você se envolve com os videogames a ponto de perder o controle de suas emoções (jogar o controle longe, quebrar o teclado, socar o monitor), você deve observar seu comportamento.

Conclusão

É extremamente importante que você compreenda a si próprio antes de julgar uma classificação médica que provavelmente não se aplica ao seu perfil, mas pode se aplicar à outras pessoas. É comum pais e responsáveis se preocuparem com isso, principalmente após notícias extremamente sensacionalistas que utilizam de forma injusta uma estatística do comportamento do brasileiro no uso de jogos eletrônicos para classificar um distúrbio.

Você pode sim, jogar 8 horas por dia e não se enquadrar em um distúrbio. Você pode sim, jogar 4 horas (ou menos) por dia, e se enquadrar.

Mas parar com o games não vai ser a cura, se você tem algum distúrbio psicológico, os games (ou qualquer outra válvula de escape) é apenas uma consequência, não a causa. Observe o seu relacionamento com o games (e com outras coisas do seu dia-a-dia também, por que não?), observe se você está em quadros de ansiedade e/ou depressão e converse com seus pais, com seus responsáveis, com seu médico ou com seu terapeuta, caso você tenha algum medo ou alguma dúvida.

Não há vergonha nisso.

Comente aqui na postagem a sua relação com os games e as experiências que você tem ou presenciou sobre o comportamento compulsivo com jogos!

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